Ah! Meu velho Panema...

Em suas águas me banhei

De ti as espumas da lembrança

Da tua luta contra as pedras

Me levou a retornar

A me lavar outra vez em suas águas...

Por alguns dias ou semanas

Nas primeiras chuvas do verão

Em suas cheias.

- “Choveu em Pernambuco!

Nas cabeceiras”

 – diziam: “O rio botou água.”

População em festa

Venham ver os mortais de Carrinho Índio.

Pulando da ponte

De ponta-cabeça

No poço dos homens...

Venham ver Zezinho pé-de-louro

Descendo o rio – lá da ponte

Vencendo os galões d’água

do boqueirão do poço do juá

todo ancho em sua câmara de ar.

Venham ver o zumbido-borbulhar do rio

Venham pescar cará, piau e bambá

Venham ver as águas do rio passar.

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